Informação ao usuário: como deve ser

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Esperar por ônibus, trens e metrôs muitas vezes pode significar momentos de dúvida total, mas não deveria ser assim. Se houvesse informações acessíveis e qualificadas, os usuários poderiam se planejar e aguardar com mais tranquilidade. Confira algumas estruturas e ferramentas que você pode reivindicar na sua cidade:



Metro

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  • Informações sobre as linhas e mapa da rede devem estar facilmente visíveis. A Política Nacional de Mobilidade Urbana também obriga que haja referências sobre o preço da passagem, direitos do usuário, quais são os canais de comunicação e dados sobre outros modais próximos integrados que possam ser usados.

  • Painéis digitais podem trazer informações relacionadas a um ponto ou estação específicos, mas servem também para veicular notícias e informes de utilidade pública, como alterações na rede de ônibus, acidentes e paralisações pontuais.

  • Um mapa da região é necessário para situar quem usa o serviço, mostrando quais são as ruas e pontos de referência próximos, além de qual a melhor saída na estação para chegar a determinado destino.

  • Painéis exibindo a direção e os horários servem para que a pessoa saiba se está no ponto e do lado corretos, sendo úteis também para dar uma estimativa sobre o tempo de espera. Os horários podem ser exatos ou indicações sobre a frequência de cada linha.

Ponto de ônibus com cobertura

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  • Pontos de ônibus devem ter informações sobre itinerários das linhas, horários, tarifas e interação com outros modos de transporte. Segundo a Política Nacional de Mobilidade Urbana, tais informes devem estar dispostos de forma clara, em letras grandes e de fácil leitura. Padrões de funcionamento do serviço, direitos e canais de comunicação também devem estar visíveis.

  • Uma questão fundamental que requer bastante atenção do poder público é a necessidade de manutenção nos equipamentos de informação dos pontos e estações do transporte coletivo. Não adianta existir o mapa ou o quadro de horários se a informação é constantemente depredada ou se nunca é atualizada.

  • Devido à complexidade da rede, placares eletrônicos de linhas são ainda mais importantes para quem usa ônibus do que em metrôs e trens. A indicação de um tempo mais longo de espera, por exemplo, pode fazer com que alguém troque de linha ou mesmo de modal de transporte.

  • Usar a internet é uma boa opção para fornecer acesso à informação. Links e códigos QR Code expostos nos pontos podem levar a sites com a localização dos ônibus que estão chegando, descrições de linhas, horários e integrações que podem ser feitas a partir daquele ponto.

  • Uma questão pouco organizada no Brasil, mas fundamental, é considerar pessoas com deficiência na hora de exibir as informações. A altura da disposição deve considerar cadeirantes; deficientes visuais precisam de placas táteis; e deficientes auditivos requerem informação sonora.

Ponto de ônibus sem cobertura

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  • Mesmo em pontos sem abrigo, identificados por um totem simples, deve haver um mostrador com linhas, horários, avisos de alterações no serviço e um pequeno mapa do entorno. Mapas ajudam a situar não apenas quem usa o sistema, mas demais pedestres também. Pontos mais simples também não devem desconsiderar pessoas com deficiência, disponibilizando as informações principais de forma acessível a elas.

  • Uma questão pouco organizada no Brasil, mas fundamental, é considerar pessoas com deficiência na hora de exibir as informações. A altura da disposição deve considerar cadeirantes; deficientes visuais precisam de placas táteis; e deficientes auditivos requerem informação sonora.

  • O usuário deve ter acesso a um canal para cobrar informações, sugerir melhorias e também ser capaz de fiscalizar o funcionamento das linhas de transporte público, a partir das informações que possui. Isso normalmente é disponibilizado pelas empresas de transporte público em seus sites, por meio de de formulários ou emails.

  • A internet também pode e deve auxiliar no acesso a canais para cobrar informações e sugerir melhorias e na fiscalização do funcionamento das linhas. Normalmente, tais informações são disponibilizadas pelas empresas de transporte público em seus sites, por meio de de formulários ou email.